terça-feira, 23 de setembro de 2014

O que sustenta nosso Meio Ambiente?

Raramente se pensa nisso, e quando pensamos, geralmente achamos que há algum mecanismo "automático" providenciado pela Natureza e só temos que cuidar para não poluir ou esgotar para podermos continuar usando. Chamamos isso de "sustentabilidade" e pronto, assunto encerrado. Essa simplificação que coloco aqui é proposital, pois mesmo recheando nosso interesse com estudos de impactos ambientais, biodiversidade, classificação científica de espécies e como cada topografia interage com a vida que ali houver, na verdade, na ciência comum, ainda estamos distantes de compreender o que realmente sustenta nosso meio ambiente, nos bastidores da vida visível.


Mesmo observando de relance a questão, não seria difícil vermos algumas das graves contradições do modelo científico comum que ainda norteia nossas profissões. Contradições que precisam ser questionadas seriamente se queremos acertar no que diz respeito aos nossos dilemas e enormes desafios ambientais de hoje. De duas uma: se atribuimos à Natureza a característica de possuir 'mecanismos', isso equivaleria dizer que ela funciona como uma máquina, mas esquecemos que mesmo uma máquina não é criada sem propósito ou por acaso. De outro lado, dizer que a Natureza é sábia, contradiz a afirmação geral da ciência comum de que não há 'comprovação' de que exista uma Inteligência Suprema ou um Plano Diretor Divino para a Criação que vemos.

Esquecemos, ou preferimos não ver, que a matéria não pode criar ou guiar a si mesma do nada nem evoluir mecanismos ao longo de milênios, ao acaso, para resultar no que vemos hoje, como se fosse apenas o resultado de uma combinação rara e fortúita que devemos valorizar, como repisam todos os documentários que assistimos. Pensar assim confere uma inteligência extraordinária à matéria inanimada e a seres considerados inferiores ao ser humano enquanto confere a nós seres humanos, um estágio bastante baixo no desenvolvimento da nossa Consciência, onde temos uma apreciação quase infantil da Criação. É a situação clássica da Criatura que duvida da existência de um Criador, ou seja: contradizendo sua própria lógica humana.

Existe uma Inteligência da Natureza na forma de uma infinidade de seres Elementais e Espíritos da Natureza que sustentam e desenvolvem o panorama material da Vida, seguindo instruções claras que provém de Forças Criadoras acima deles. A vida que vemos é um constante Desabrochar e um constante Tornar-se que possui finalidades muito além da mera "sobrevivência das espécies". É nosso dever pesquisar isso e saber por em prática o conhecimento resultante, pois somente nós na Criação, ainda desconhecemos essa Realidade Maior, que nossos irmãos menores já compartilham entre si de forma dinâmica e autêntica, sem polêmicas, interesses escusos ou enganos. Há diversos trabalhos científicos de ponta já realizados e em andamento que descortinam essa Realidade Maior, falta unir os pontos para conhecer o que se tem descoberto sobre nossa noção de Realidade.

A Ilustração Naturalista que proponho aqui e no site do iDStudio, está sendo concebida justamente para ajudar a inspirar e nortear um novo processo de Educação Ambiental para crianças e adultos; uma nova e empolgante educação que atenda realmente, não só à nossa necessidade premente de soluções ambientais, como para satisfazer a sede de saber da pessoa mais desperta. Contribua com este esforço, participando e compartilhando este blog.

sábado, 24 de maio de 2014

Ensine a si mesmo a Amar a Terra

Uma nova forma de ambientalismo está se formando. A velha escola da ecologia como simples análise de um mundo que está "lá fora" para ser usado (mas "politicamente correto" e hoje, de forma sustentável...) por um ser humano que se acha centro pensante e lógico de um Universo que funciona como uma máquina fria e indiferente, sem causa nem finalidade, além de uma sobrevivência e ganho egocêntricos, está dando lugar - finalmente! - a uma noção de um Universo Cooperativo, de Conexão e de Influências Recíprocas, onde se passa a saber que nossas escolhas e propensões mentais se espalham a todo momento como ondas num lago e atingem alvos que retornam a justa medida da qualidade desse pensamento.
Um Cosmos que inclui o que está dentro e "fora" de nós num todo Contínuo ininterrupto, onde nada está isolado (mesmo quando analisado numa lâmina de microscópio em um laboratório...), onde nada é por acaso e onde o Amor Incondicional começa a ser redescoberto como a única, e portanto, principal solução real para tudo que nos aflige, tendo enfim a Razão recém-conquistada agora reposicionada em seu devido lugar, subalterna à intuição direta das coisas. Nesse novo cenário, o Cosmos passará a ser encarado como a Comunidade Definitiva, a partir da comunidade local que ensaia seu despertamento do sono e manipulação secular que continua hoje a iludir as massas ignaras com a volúpia do desespero, com todos os recursos que não lhe faltam, pois já vislumbra a transformação dessa dolorosa fase humana de sandices, em algo empolgante e novo para nossa humanidade atual.


Temos que aprender a Amar a Terra. Amar de forma incondicional como sempre foi dito. Amar estudando o que nos falta e é preciso saber, mas com discernimento do que é real e o que é ilusório. Amar sem sentimentalismo, sem apegos, sem banalidades, sem fórmulas surradas e sem contradições constrangedoras. Nesse momento, não vale mais a frase "qualquer forma de amor vale a pena"... essas fases menores tem de passar, antes que possamos obter os resultados de Amar a Terra e tudo que nela há, entendendo sua Sinfonia e seu alcance pela primeira vez nesta humanidade.

Assim como na Música e na Palavra Escrita, quando bem empregadas por mentes geniais e almas nobres, acredito que uma nova forma de Ilustração Naturalista deve existir para ajudar a descrever, mostrar o caminho e inspirar esse processo que está nos levando Para Casa.